o risco que a indústria moveleira pode estar subestimando
Estoques na indústria moveleira entram em debate após pesquisa da CNI revelar estoques acima do planejado e pressão sobre as margens. O Radar analisa os riscos para a gestão industrial
Sondagem da CNI mostra estoques na indústria brasileira acima do planejado e maior insatisfação com as margens. Um contraste com o Termômetro da Plataforma propõe novas perguntas para fabricantes, varejistas e fornecedores.
Os estoques na indústria moveleira entram no centro de uma discussão estratégica para fabricantes, varejistas e fornecedores. A nova Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 22 de outubro de 2026, revela estoques acima do planejado na indústria brasileira e a menor satisfação com as margens de lucro desde 2020. Embora os dados não sejam específicos do setor de móveis e colchões, acendem um alerta sobre giro de produtos, capital de giro e eficiência operacional.
O sinal não prova excesso de móveis e colchões armazenados, mas levanta uma pergunta importante: quanto do capital de giro do setor está preso em produtos que demoram a se transformar em vendas?
O alerta ganha força quando comparado à leitura recente do próprio setor. No Termômetro Setor Moveleiro, publicado em 9 de outubro, produzir melhor e vender melhor foram quase unanimidade entre as prioridades de eficiência. Entretanto, compras, estoques e logística não receberam nenhum voto.
As pesquisas têm públicos, tamanhos e métodos distintos. Ainda assim, a diferença entre os assuntos que aparecem na agenda dos empresários e o risco captado pela CNI merece investigação.
POSTADO EM 05/11/2026